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Testamos: Wellcraft 260

por Administrador
Postado em 22 de Janeiro de 2017

Ideal para a pesca esportiva, mas com conforto para toda a família

Wellcraft 260Em uma ensolarada manhã de outono, fomos a Itanhaém testar a Wellcraft 260 WA, uma lancha de pesca que deve a sua designação WA às palavras em inglês Walk Around, e que significam algo como “caminhar em volta”. Apesar de possuir uma boa cabine na proa, permite que, ao fisgar um peixe grande, seja possível caminhar por todo o barco, e assim nunca se deixar encurralar ou perder o peixe.

E espaço para pescar não falta nessa lancha. A grande praça de popa, de quase 5 m2, acomoda facilmente de três a quatro pescadores, possui um tanque de iscas vivas a boreste e uma portinhola a bombordo. Toda a borda é almofadada para a proteção das pernas dos pescadores e na popa encontra-se um banco dobrável que não impede a livre circulação. Quatro porta-caniços (dois paralelos ao costado e dois a 45 graus), duas caixas de gelo de bom tamanho debaixo dos bancos do piloto e copiloto e uma caixa de peixes central reforçam a vocação pescadora da lancha. Adicione um T-Top rígido (opcional) e terá mais quatro porta-caniços à disposição.

Mas nem só de pesca vive a 260 WA. Seguindo uma tendência mundial, ela também permite o uso pelas famílias que terão nela uma lancha espaçosa e marinheira. Basta montar o banco de popa, colocar as bebidas nas caixas de gelo e iniciar um passeio com diversão garantida. A boa plataforma de popa, mesmo na versão de dois motores, é um bom começo para aquele mergulho refrescante, e o retorno para o barco é facilitado por uma escada dobrável de quatro degraus com corrimão similar aos das escadas de piscina. Facilita também a montagem e colocação na água de brinquedos rebocáveis e pranchas de wake.

A cabine de proa, que em sua entrada tem um pé-direito de 1,80m, permite o pernoite de até três pessoas, mas deve mesmo ser usada para troca de roupa e descanso diurno, além de abrigar o toalete embaixo da cama de boreste. Segundo o estaleiro, existe a possibilidade do fornecimento do barco com banheiro fechado. Ainda dentro da cabine, que apesar de espartana é muito bem acabada, encontra-se uma pia com gabinete a boreste. Uma gaiúta e quatro vigias mantêm o ambiente claro, com boa ventilação.

Para quem gosta de tomar sol, o estaleiro oferece um solário em cima dessa cabine e os guarda-mancebos oferecem boa proteção para quem decide dar uma volta pela proa da lancha.

Nota-se por todo o barco um cuidado especial com o acabamento de fibra de vidro e ferragens de boa qualidade. Um total de sete cunhos de amarração de 8” (200mm) facilita a vida do comandante na hora do fundeio ou atracação. Além disso, o barco pode vir equipado opcionalmente com um guincho, que fará ótimo aproveitamento do púlpito integrado com sua ferragem de lançamento do ferro. Todas as ferragens são de aço inoxidável e de boa qualidade, exceção feita às saídas de casco, que são em náilon branco e que destoam do conjunto.

A cidade paulista de Itanhaém deve seu nome ao rio que por ali desemboca no mar, através de sua temida barra. Tal variedade de condições é ideal para testar embarcações, pois podem-se fazer as medições usuais em águas absolutamente paradas (tomando-se o cuidado de fazê-las em ambas as direções) e depois enfrentar o mar aberto fora da barra.

A estação de comando da Wellcraft 260 WA é bastante ergonômica e seu painel de comando acomoda bem os instrumentos de motor e quaisquer eletrônicos em sua parte inferior. Os manetes corretamente posicionados facilitam a navegação, e a bússola é instalada à frente e acima dos instrumentos, evitando interferências em seu funcionamento.

Com seus dois motores Mercury de quatro tempos e 150 hp cada, a lancha acelerou com determinação até uma velocidade final pouco acima de 47 mph. Navegando à  velocidade mais econômica de 25 mph, o bom tanque, com capacidade de 400l,  lhe confere uma autonomia de 260 milhas náuticas, o que é bastante apreciado por quem gosta de navegar nos limites da plataforma continental. A boa performance deve-se também à montagem da parelha de motores de popa em um cavalete integrado ao casco.

Para quem precisar ir ainda mais longe, o estaleiro oferece o mesmo casco com várias opções de motores de popa e centro-rabeta, entre elas motores movidos a óleo Diesel, mais econômicos e que portanto lhe garantem uma autonomia ainda maior.

A navegação em mar agitado é bastante seca e confortável e seu comportamento em curvas não apresentou surpresas, sendo sempre firme e previsível. No entanto, se o cavalete de suporte dos motores garante boa performance e economia, ao fazer curvas o hélice do motor de fora cavita com certa facilidade, diminuindo a velocidade nas curvas mais fechadas.

A Wellcraft 260 WA é a maior lancha do estaleiro paulista Dumar e segue a tradição de sua linha, com acabamento impecável e bom custo-benefício. Por possuir uma série de amenidades para os passageiros, pode ser considerado de uso misto, atendendo tanto pescadores que também gostam de navegar com suas famílias como pessoas que costumam passear, mas que não abrem mão da resistência e navegabilidade que só um casco feito para navegar em mar aberto oferece.

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*Texto: Johnny Deep
**Fotos: Pepe Mélega

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